Publicado por: Gisely | março 16, 2008

O Valor da Educação Musical

Qual o valor da educação musical?

 

                                                                                         Gisely Brito de Oliveira

 

De acordo com Fonseca (1997, v.1, p.9), vivemos em um mundo onde valorizamos somente o que parece útil, onde existe a constante necessidade de rotular e classificar. Valorizamos o que é mais prático e simples, as ações são mais importantes que os desejos e os conceitos mais importantes que os sentimentos.

Neste contexto de valorizar o lado utilitário da vida os processos educativos buscam uma realidade estável e previsível, descartando o questionamento e a criatividade, com medo que estes causem tensões e situações imprevisíveis.

      Diante desta realidade é difícil expor a importância de algo que não é conceituável nem descritível. A música não significa nada além dela mesma, talvez seja este um dos motivos pelo qual ela está secundarizada e esquecida dentro da escola.

      Nas discussões sobre a importância da música na educação sempre se ouvi que a musica tem o poder de desenvolver a autoconfiança, a motivação, a inibição, a concentração, a autodisciplina, ajuda a formar fila, a fazer silêncio e muito mais.       Existem evidências que confirmam que a música realmente possui estas capacidades, mas será que estas são capacidades exclusivas da educação musical? Será que uma atividade escolar bem estruturada e embasada não conseguiria alcançar estes objetivos?

Existe uma diferença entre usar a música como recurso pedagógico e usar da música, da sua riqueza, do seu encantamento para se alcançar um objetivo.

      Acredito que o verdadeiro valor da educação musical não está apenas no fato dela auxiliar no desenvolvimento de outras atividades, mas sim no fato dela proporcionar a criança uma outra forma de linguagem, uma linguagem onde os sentimentos não são conceituáveis nem descritíveis. Por mais que busquemos palavras não conseguiremos transmitir o que a música pode proporcionar ao ser humano.

      A educação musical desenvolve o potencial imaginativo, a criatividade, a personalidade e, além disso, ela possui uma capacidade que é só dela, que é a capacidade de abrir a porta para uma outra forma de expressão. A expressão por meio dos sons, adquirida através da vivência musical e não das palavras.

 A música nos oferece uma variedade infindável de objetivos simbólicos que podem ser altamente reveladores e transformadores: ela enriquece o espírito, expandi nosso universo interior e refina a percepção crítica do ambiente que nos rodeia (FRANÇA, 2001, p. 2).

 

Referências Bibliográficas

KOELLREUTER, H. J. Educação Musical no Terceiro mundo: Função, Problemas e Possibilidades. In: KATER, Carlos (org). Cadernos de Estudo: Educação Musical. Belo Horizonte: Através/ EMUFMG/ FAPEMIG, v. 1, p. 1 – 8, 1997.

 

FONSECA, João Gabriel Marques. Porque Educação Musical. In: KATER, Carlos (org). Cadernos de Estudo: Educação Musical. Belo Horizonte: Através/ EMUFMG/ FAPEMIG, v. 1, p. 9 – 11, 1997.

 

FRANÇA, Cecília Cavalieri. Quem precisa de educação musical, Boletim UFMG, Belo Horizonte, p. 2, 2001.

 

Publicado por: Cris | março 15, 2008

Aula dia 19

AULA DO DIA 19/03/2008 –

CRISTIANE

Início da aula – Falamos sobre o papel da música na escola regular e o rítmo interno das pessoas.

 

-Dinâmica em grupo – Foram feitas diversas atividades para reconhecimento do grupo:

Atividade com os nomes dos alunos, criando um improviso musical.

- Trabalho rítmico

Objetivo das atividades: Preparar a criança, física e mentalmente para o trabalho musical.

-Relaxar e concentrar-se  antes do início das atividades

- Criar sintonia  do grupo

- Propiciar a imersão musical sensibilizatória

- Conscientizar o inicio da aula.

- Desenvolver a imaginação entre o texto contado e a música estudada.

- Trabalhar o equilíbrio e o contado interhumano.

-Trabalhar o toque

- Treinar a capacidade de manter-se em silêncio

 

- Relaxamento e respiração – Serve para aliviar a tensão  e não existe um momento definido para realizá-lo.

Para o adulto, o relaxamento precisa de um aprendizado longo que exige disciplina  e conhecimento corporal. Um bebê quando acorda, se espreguiça  e boceja estirando todo o corpo. À medida que vai crescendo, aprende que esse comportamento não é bonito e passa a reprimir seus movimentos. O professor precisa estimular a criança a bocejar, a gritar, se estirar, soltando a energia que está  reprimida dentro dela.Quanto mais cedo começar   os exercícios de relaxamento , mais facilmente conseguirá executá-lo.

  ATIVIDADE MODELO PARA A RESPIRAÇÃO 

- Contar a história do balão, que por falta do vento, não conseguirá subir até o céu.

Vamos ajudá-lo?

 

O professor, faz uma roda com as crianças e no centro , através do faz –de- conta, solta o balão e todos assopram para auxiliá-lo na  subida .Quanto mais alto o balão estiver mais forte terão que soprar.

 RELAXAMENTO 

-  Desativando o robô – As crianças  imitam a marcha do robô (usando  um CD de qualquer marcha)e aos poucos, o professor começa a desativá-lo . Desativa,  pés, pernas, braços, corpo, cabeça e por último desliga-o totalmente.

 APRENDENDO A OUVIR  O PASSARINHO 

Era um vez , um garotinho que gostava muito de passear. Certa vez, encontrou um lindo passarinho e com ele quis  brincar. Muito arisco, o passarinho voou,voou. O menino chorando , voltou para casa e foi logo se queixar para  mãe: – Mamãe, gostaria muito de brincar com o passarinho que conheci, mas ele, com medo, voou ,voou. A mãe muito esperta, levou o menino para o quintal e disse: – O passarinho que você encontrou, com certeza está lá no céu. Preste muita atenção e escute,  para que possamos ouví-lo…. ( a música deverá ser colocada suavemente )

Pode-se usar qualquer música clássica ou de relaxamento. A criança não consegue ficar muito tempo em silêncio, escutando a música. Esse trabalho deverá ser gradativo.

 OBJETIVOS:

- Sensibilizar a criança à escuta musical.

-  Concentração

- Extravasamento das energias.

   JOGO DA ATENÇÃO E SOCIABILIZAÇÃO   O CANGURU 

O canguru é um animal travesso e passa o dia a brincar. Ao anoitecer, depois de muito brincar, correm em direção à suas casas para descansar.

 

Nos cantos da sala, montar ou desenhar casinhas. Quando a música estiver tocando, as crianças estarão pulando como cangurus, quando ela para, as crianças correrão em grupos para suas casas e lá ficarão em silêncio, até a música recomeçar.

 

 

Música proposta:  Tum,tum,tum 

Tum,tum,tum

Quem será

Dona mariquinha

Pode entrar

Olê, Olê, Olê

Olê, Olê, Olá

Música Proposta

Música do Abraço:

“Bom dia começa com alegria,

bom dia começa com amor!

O sol a brilhar,

as aves a cantar,

Bom dia, bom dia,

Bom dia!”

 

” PROFESSOR ALUNO, DEIXE SEU COMENTÁRIO SOBRE A AULA .”

 

Oficina e Apreciação Musical

19/03 – Gisely 

Todas estas atividades são apenas idéias lançadas para nortear o trabalho de vocês. Abusem da criatividade para construir vivências musicais significativas e condizentes com a realidade de seus alunos. Algumas destas atividades foram criadas por mim, outras inspiradas em minhas vivências e algumas retiradas desta bibliografia.Vou deixar para vocês esta pequena e rica fonte de atividades, textos e livros sobre educaçãomusical.

Referências

 

FRANÇA, Cecília Cavalieri e Rosa Lúcia dos Mares Guia. Jogos Pedagógicos para Educação Musical. Belo-Horizonte: Editora UFMG,2005.

 

BRITO, Teca de Alencar. Música na Educação Infantil. São Paulo: Peirópolis, 2003.

 

SWANWICK, Keith. Ensinando Música Musicalmente. São Paulo: Moderna, 2004.

 

FONTERRADA, Maria Trench de Oliveira. De tramas e fios – um ensaio sobre música e educação. São Paulo: Unesp, 2005.

 

SCHAFER, R. Murray. O ouvido pensante. São Paulo: Unesp, 1991.

 

BARROS, José D’ Assunção. O Brasil e a sua Música. Rio de Janeiro: CBM – Série ´História da Música`,2002.

 

JANNIBELLI, Emília D’anniballe. A Musicalização na Escola. Rio de Janeiro: Lidador, 1971.

 

SIZIGAN, Geraldo de Oliveira e Maria Lúcia Cruz. Educação Musical – Um fator preponderante na construção do ser. São Paulo: editora GA, 2003.

 

KOELLREUTER, H. J. Educação Musical no Terceiro mundo: Função, Problemas e Possibilidades. In: KATER, Carlos (org). Cadernos de Estudo: Educação Musical. Belo Horizonte: Através/ EMUFMG/ FAPEMIG, v. 1, p. 1 – 8, 1997.

 

FONSECA, João Gabriel Marques. Porque Educação Musical. In: KATER, Carlos (org). Cadernos de Estudo: Educação Musical. Belo Horizonte: Através/ EMUFMG/ FAPEMIG, v. 1, p. 9 – 11, 1997.

 

DALBEN, Ângela I. L. de Freitas. A educação Musical na Atual Organização do trabalho Escolar. In: KATER, Carlos (org). Cadernos de Estudo: Educação Musical. Belo Horizonte: EMUFMG/ FAPEMIG, v. 2, p. 15 – 24, 1997.

 

FRANÇA, Cecília Cavalieri. Quem precisa de educação musical, Boletim UFMG, Belo Horizonte, p. 2, 2001.

 

SOUZA, Jusamara. A Concepção de Villa-Lobos sobre educação musical. In: Brasiliana. Rio de Janeiro: Edição Especial, 1999, p.18 – 25.

 

PAZ, Ermelinda A. Pedagogia musical no século XX – metodologias e Tendências. Brasília:  MusiMed, 2000. 

 

KOELLREUTTER, H. J. Uma Sinfonia de Seres Humanos. In: Educação. São Paulo, 1998, p.3-5.

 

WISNIK, José Miguel. O Som e o Sentido. São Paulo:Cia das Letras,1989.

 

 

 

Atividade 1: Jogos Inicias.

 

 

 

Faixa etária: a partir de 4 anos.

Através dos jogos iniciais buscamos uma maneira divertida e descontraída de reunir o grupo. Nesta atividade trabalhamos prontidão, concentração, memória, pulsação e alturas.

TI(som agudo e depois é trocado pelo  nome do aluno)

Ta (som médio)

Pum (som grave)

Pum: na perna.

Ta: palma.

Ti: estalos acima da cabeça.

Escolha uma pulsação e à medida que as crianças forem internalizando a seqüência aumente o andamento.

Trabalhe a improvisação modificando as sílabas, os gestos e os sons.

A criatividade é fundamental.

  Atividade 2: Movimento sonoro

Faixa etária: a partir de 2 anos.

Através do som dos animais fica fácil e divertido trabalhar o movimento sonoro.

1-Faça uma sondagem através de perguntas sobre esses sons para averiguar o conhecimento sonoro de seus alunos e se está claro para eles a diferença entre o som do touro e do passarinho.

2- Distribua figuras de bichos e peça para que cada aluno emita o som de seu animal.

3- A partir do som emitido trabalhe o movimento sonoro, subindo, descendo, parando. Todos os movimentos sonoros são guiados pelo movimento do corpo. Assim, o som grave do touro se transformará no som agudo do passarinho sem nenhuma interrupção como num passo de mágica.

 

 

 

AULA DO DIA 26/03   -   CRISTIANE 

 Esta aula foi dedicada ao trabalho rítmico corporal. Em cada um de nós, existe um ritmo, marcação silenciosa de formas, ondas e ressonâncias individuais, que nos conectam com as demais coisas do universo. Esse ritmo chamado ISO (Identidade Sonora do Indivíduo), a formação de identidade sonora, caracteriza cada pessoa e é semelhante ao histórico da vida. O ritmo antecede a melodia, por essa razão a música começou com  palmas, percussão, muito antes do homem aprender a falar. Quando o ritmo, a melodia e a harmonia se integram e interagem, alcançam o ser humano em sua totalidade. Um dos elementos que compõe a Música é o ritmo. Ele é elemento pré musical por ser organizador e impulsor de equilíbrio, pode servir de recurso de aproximação. O ritmo também envolve a medida e a igualdade entre os intervalos do tempo. Assim, alguns problemas de aprendizagem, principalmente a leitura e a escrita estão ligados aos ritmos simples e constantes. 

 FAIXA ETÁRIA DA CRIANÇA E A SENSIBILIZAÇÃO MUSICAL 

A)    DE + OU – 3 MESES A 1 ANO 

CANTO -       deverá ser trabalhada como expressão livre; como reflexo de elementos afetivos . 

MÚSICA  -     como fundo de atividades, para a formação do repertório de memória como parte de jogos lúdicos como motivo de estimulação ao trabalho corporal livre.

 SONS -  relação e descobertas ( direção, sons de objetos para a identificação simples)

 B)    DE + OU  -  1 ANO A 2 ANOS 

CANTO – como expressão livre; como reflexo de elementos afetivos 

MÚSICA -  como formação de repertório simples; como fundo de atividades, para a formação do repertório de memória como motivo de estimulação ao trabalho corporal livre; como centro de organização do grupo. 

PRODUÇÃO DE SONS – Objetos; instrumento; próprio corpo. SONS -  Relação e descoberta; representação gráfica simples ( apenas contato) 

DESENVOLVIMENTO RÍTMICO -  Palmas, pés, voz, acompanhamento simples de pulsações  de música ( podem-se utilizar instrumentos de percussão  simples )   

  C )  DE + OU -  2 ANOS A  4 ANOS 

CANTO -  Como expressão livre; como reflexo de elementos afetivos. 

MÚSICA -  Como formação de repertório ( MPB,folclore,infantis, clássica etc); como organização de pequenos grupos; como fundo de atividades, para formação de repertório de memória; como motivo de estimulação corporal; como centro de organização do grupo.

 PRODUÇÃO DE SONS -  Objetos, instrumentos (introduzindo, ao final das músicas, apitos , instrumentos de sopro, apenas para iniciar o controle do sopro); o próprio corpo. 

ELEMENTOS MUSICAIS – Noção de forte e fraco; noção de rápido e lento; alto e baixo ( fino e grosso passando rapidamente para agudo e grave). 

SONS – Timbres dos objetos, animais, pássaros etc; representação  gráfica simples e livre ( contato com a forma  e livre para  que as crianças possam representar os sons do seu universo, como ela quiser e puder ).

 DESENVOLVIMENTO RÍTMICO – ( idem ao anterior, um pouco mais complexo, dependendo de cada uma das crianças).                                                    

 (suzigan, Geraldo de Oliveira;ensinando aprendendo, ed G4, págs 18,19 )  

 ATIVIDADES  TRABALHADAS 

DINÃMICA EM GRUPO-   Criar situações para um melhor reconhecimento do grupo.

  LENÇOL VAZADO -  Consiste em acertar bolas em buracos  certos ,feitos em um lençol, que é manipulado pelo grupo. 

RELAXAMENTO

 RELAXAR-  Significa libertar  a energia que se volta contra nós quando estamos contraídos  e essa energia é uma força ao mesmo tempo psíquica e nervosa. É interessante notar que nos momentos de euforia o corpo fica completamente distendido, ao passo que, quando a pessoa fica quieta, o corpo reage com uma série de contrações.Ao contrário do que se pensa, o relaxamento não é uma atitude passiva. Ele deve produzir uma tomada de consciência dos objetos que nos sustentam como uma esteira no chão, a cama ou a cadeira  e o contato com a roupa que encosta no nosso corpo. Ao mesmo tempo descobrimos o que está vivo dentro de nós mesmos, sentindo o sangue pulsar, a respiração e os pontos sensíveis do corpo, aprendendo assim a usar, com o mínimo de desgaste e o máximo de rendimento, nossa energia e força vital.Para o adulto, o relaxamento leva um caminho longo e com maior disciplina que para a criança. Depois que crescemos, criamos hábitos que dificultam o relaxamento. 

EXERCÍCIO DE RELAXAMENTO: 

DESATIVANDO O ROBÔ –  imitando o robô  andando, as crianças se movimentam pela sala ao som de uma música. Ao sinal, elas param, e o professor vai dando ordens para desativar o robô. A cada comando do professor, vão se desligando as partes do corpo: mão, braço, perna , cabeça etc., até que fiquem no chão. No chão o professor cria um motivo para promover a escuta musical. 

 TRABALHO RÍTMICO CORPORAL:   

1 ) Aleatoriamente os alunos andam pela sala no ritmo  de um tambor ou de um CD. Com essa ação, podemos estimular várias  questões relativas ao corpo.

- Uma das variações deste exercício:

a)  Consiste em parar o ritmo e os alunos  ficarem  em duplas, frente a frente com seu parceiro. Quando é dado outro estímulo( a música inicia) , todos voltam a caminhar.Quando a música parar novamente, outro comando é dado:- As crianças choram, riem, fazem caretas, abraçam os amigos, bocejam, viram estátuas, trabalham o equilíbrio, emitam um animal , colocam a mão no pé, cabeça, barriga etc. 

b) Quando a música parar, o grupo fará uma forma geométrica, triângulo, quadrado, retângulo etc.

 c) A intenção no andar: “ agora o chão está super quente, escorregadio, gelado, com espinho no chão etc. Andando aleatoriamente  pelo espaço, um ou dois participantes tem às mãos, uma bola( a quantidade de bola vai aumentando gradativamente, conforme as pessoas dominem  a mecânica do jogo ) . A música é tocada e os participantes deverão andar no ritmo da música. De quatro em quatro tempo quem estiver com a bola deverá passá-la para um amigo e a contagem  reinicia. 

OBJETIVOS DESSAS  ATIVIDADES -

- Trabalhar o ritmo

- O corpo no espaço físico

- Consciência

Comunicação visual

- Desinibição

- Interpretação e improvisação

- Coordenação motora

-  Atenção

- Esquema corporal

-  -Equilíbrio

- Regras

- Criatividade

- Integração com o grupo

-  Agilidade de pensamento e decodificação 

  BOLA INVISÍVEL – Pode andar com a bola invisível e passa-la depois de 4 ou 8 tempos de caminhada ou formarmos um círculo para jogarmos a bola, bem devagar, bem rapidinho.A evolução desse exercício é  passarmos palmas  para os outros do grupo para que ele continue nossos movimentos.Outra variação é o participante escolher outro e caminhar em sua direção. Quando estiver preste a chegar, o outro escolhe a próxima pessoa e caminha até ela, deixando seu lugar vago, que é ocupado pelo primeiro. E assim sucessivamente

MÍMICA -  Através da mímica, a criança dentro do ritmo musical, carrega um objeto invisível com peso e tamanho e entrega a um amigo da roda. Esse amigo recebe o objeto, coloca  ao lado e entrega outro objeto para um amigo da roda.  

 MÚSICA DO DIA BOLE BOLE  ( música do Pará) 

 1.      Menina que dança é essa que a  cabeça fica mole? ( bis )É uma dança nova que bole, bole, bole,

,bole,bole.bole. bole,bole,bole,bole 

2.      Menina, que dança é essa que a perna fica mole? (bis)

3.      Menina ,que dança é essa  que a cintura fica mole ? (bis)

4.      Menina, que dança é essa que o corpo fica mole? ( bis)( mexer-se  as partes do corpo citadas, podendo acrescentar outras, dançando sempre ao ritmo da música ).  

Oficina e Apreciação Musical

26/03 – GiselyAtividade 1: Jogos Iniciais

Faixa etária: a partir de 7 anos sendo possível readaptar a atividade.

Esta atividade ajuda as crianças a se conhecerem melhor, se desinibirem, trabalha a improvisação e a memória.

1-Coloque uma música e peça para que as crianças andem marcando a pulsação.

 2-Quando a música parar eles 2 a 2 e deverão escrever no papel alguns adjetivos que identifiquem o colega como: bonito, educado, envergonhado, divertido, etc.

3- Ao ouvir o som do chocalho ou qualquer outro instrumento as crianças contarão para o seu colega o que escreveram no papel.

4-Voltando a música eles devem continuar a andar e assim que a música parar voltam ao seu lugar.

5-O professor deverá recolher os papeis e ler em voz alta, quem se identificar com o que está escrito no papel deverá ir à frente da sala dizer seu nome e fazer uma mímica que caracterize um dos adjetivos que o professor leu.

 

Atividade 2: Movimento Sonoro

Faixa Etária: a partir de 5 anos.

1-Apresente um gráfico contendo o movimento sonoro.

2-Explique sobre o cinema  e realize a música gráfico já utilizando à dinâmica (forte e piano).

3-Divida a turma em grupos e cada grupo criará uma  história para a sua música . É importante lembrar que o grupo deve usar os sons  do gráfico dentro da história, realizando-os.

 

Atividade 3: Apreciação Musical

Faixa Etária: livre.

Trabalhe peças musicais onde fique bem claro o movimento sonoro. É interessante situar a peça dentro de uma história.

1-Apreciação da peça Verão, das Quatro Estações do compositor Vivaldi.

2-Conte a história do avião que foi resgatar os soldados do campo de batalha.

3-No momento das escalas descendentes jogue fitas coloridas no chão para simbolizar o avião jogando as cordas para os soldados. Nas escalas ascendentes recolha as fitas do chão.

 

AULA DO DIA 02/04/2008–

 

 

CRISTIANE 

RESPIRAÇÃO

 

Nesta aula, sinto a necessidade de falar mais um pouco sobre a respiração.

Considerada a mais importante função do corpo,a respiração deve merecer atenção especial nas escolas.

Um dos grandes problemas da sala de aula é a  inquietação dos nossos alunos. Quando chegam, estão eufóricos por mais um dia na escola. Do recreio, voltam agitados, por terem brincado muito e assim é  o nosso dia a dia na sala de aula, sempre procurando um recurso para melhorarmos a atenção dos nosso alunos e acalmá-los.

Esquecemos-nos de um recurso maravilhoso que é o controle da respiração.

 O diafragma, um dos músculos responsáveis pela introdução do ar  nos pulmões, está localizado entre a cavidade toráxica e o abdomem. Esse músculo, quando abaixa, aumenta a capacidade do peito e dos pulmões facilitando a entrada do ar e, quando se eleva a caixa toráxica  e os pulmões contraem-se o ar é expelido.

Não deveria haver necessidade de se ensinar a prática da respiração, pois este é o primeiro sinal de vida.Os animais e os bebês respiram natural e corretamente. Entretanto, muitos  hábitos considerados  civilizados vão se formando e o homem passa a respirar de maneira errada e prejudicial. Conversando com uma pediatra, perguntei o que é asma. Sua explicação foi muito simples: “ de modo geral, é a incapacidade de por para fora todo ar inspirado; este fica bloqueado e não pode sair.Quando a pessoa diz que está com falta de ar, na verdade está com excesso e não consegue expulsá-lo”.

Por meio de uma boa postura e do relaxamento, consegue-se uma respiração correta. Sempre que fizer exercícios de relaxamento com as crianças, o professor deverá chamar a atenção para a respiração, pedindo que ponham para fora todo o ar acumulado. É importante utilizar a imagem de que a garganta é um cano aberto e que só o fato de relaxar a barriga já faz entrar o ar. Não há  necessidade de chupá-lo.

O controle da respiração, ajuda a relaxar,  concentrar  e a pensar.

 

ATIVIDADE:

- Remando – Imaginando que estão num barco, vão fazendo movimentos de remar, inspirando e expirando.

  

OS SONS E O AMBIENTE EM QUE VIVEMOS

                                                                           ( Enny Parejo )

 

Desde o útero da nossa mãe, desfrutamos de grandes banhos sonoros. Nascemos e  crescemos num mundo de sons.

Um trabalho  feito pela sensibilização musical poderia ser  a de educar ouvidos para a não poluição sonora, ouvidos atentos e seletivos que não tolerassem  agressões dentro de casa com a televisão, vídeo, computador, geladeira e, menos ainda , na rua, com escapamentos dos carros, máquinas e toda sorte de outros sons intrusos.

Murray  Schafer ( Educador Canadense ) nos fala de exercícios de limpeza de ouvidos e de uma paisagem sonora que temos por obrigação cultural e humana de preservar. Com o surgimento da eletricidade e a partir da revolução industrial, sons intermitentes, de máquinas, motores e outros, invadiram nossas vidas e paisagem sonora original foi em muito alterada ou completamente perdida. Schafer nos conta essa história e nos alerta para os riscos da não consideração do entorno sonoro.

A sensibilização do som é um excelente laboratório para nossas experiências estéticas com o som: descobrir sons, transformá-los, mesclá-los, juntá-los;  sonorizar, produzir sons vocais, instrumentais, corporais, encontrar sons em todas as coisas. Ouvidos  atentos e seletivos tem a acuidade trabalhada. Trata-se de uma percepção fina dos sons e da captação de sua presença no ambiente. Através dos sons e da música trabalhamos o sentido estético de nossos alunos.

No processo de alfabetização, a criança descobre que o som de sua fala tem um correspondente gráfico; montar sílabas, palavras e frases é um jogo fascinante, uns dos momentos mais fascinantes é aquele em que a criança percebe como fazer viver os sons que estão  grafados no papel, ou seja, decodifica a linguagem. Aprender a ler é mágico…

Um passo importante em todo esse processo é chegar a compreender essa relação entre sons e sinais gráficos. A música repete o processo da alfabetização geral: a criança descobre  pouco a pouco que os sons de sua voz podem ser representados no papel. No início, essa representação costuma ser figurativa, a criança desenhará a fonte sonora, ou a pessoa que produziu o som, levará algum tempo para que compreenda a arbitrariedade do signo musical e utilize desenhos abstratos, o professor estará lá orientando essa trajetória.

Digo linguagem arbitrária porque tanto a linguagem musical como a falada não existem correlação  entre o som que ouvimos e o sinal gráfico que o representa.

Por isso, é tão importante esse momento da compreensão de que o sinal gráfico  é uma representação.

A escritura simbólica representa um degrau intermediário entre experiência do desenho figurativo da criança e a experiência abstrata de lidar com os signos  da linguagem. Procurar o melhor desenho ou a melhor forma visual para representar um som é um trabalho delicado que envolve a capacidade de lidar com símbolos. Nos exercícios que tratam de partituração simbólica, o professor terá a oportunidade de trazer essa discussão para a aula e de trocar idéias com as crianças a respeito do assunto.

Durante um bom tempo os desenhos serão livres e cada criança criará o seu repertório de signos; numa segunda fase, os signos gráficos poderão ser, de certa forma, motivados pelos sons que representam, constituindo uma pré- escritura musical.

 

ATIVIDADE MODELO

 

- Através de movimentos  com as mãos conduziremos a crianças a partir de 2 anos, a reproduzir sons longos e curtos.

( Dinâmica realizada  durante a aula com professores)

 

- Levar as crianças a um passeio pela escola e descriminarmos os sons que ali existem. O professor deverá registrar todos esses sons falados pelos alunos e juntos, criarem um texto. Quando o texto for lido pelo professor, as crianças farão, através da voz, do corpo ou instrumentos improvisados  a sonorização da história.

-

 REGISTRO SONORO -  Essa atividade será feito pelo próprio professor através da pesquisa. Ele deverá observar os sons noturnos durante uma semana, registrando os sons e o horário  observado.  Nesse primeiro momento só faremos o registro desses sons e observaremos os resultados. O segundo momento será  trabalhado na semana seguinte.

 

PROFESSOR: Faça o trabalho do registro sonoro com seus alunos. Crianças a partir de 2 anos, peçam para os pais, no horário de dormir, registrar  durante um minuto no máximo ,os sons que a criança ouvirá em suas casas.

O professor perceberá que cada criança, trará para sala de aula uma realidade. Isso permitirá ao professor entender melhor seu aluno, suas dificuldades além de proporcionar um minuto de descriminação sonoro.

 PROFESSOR!NÃO TENHA MEDO DE ERRAR.O ERRO  É O PRIMEIRO PASSO PARA O ACERTO.OUSE ENFRENTAR  SEUS MEDOS;“ESSE SERÁ O SEGUNDO PASSO PARA PODERMOS NOS VER DE FRENTE E       SUPERARMOS NOSSAS BARREIRAS.”VOCÊ  PODE, VOCÊ É CAPAZ!(CRIS)

Oficina e Apreciação Musical

02/04 – Gisely

Atividade1: Soldados do som.

Faixa etária: a partir de 4 anos.

Esta atividade trabalha a concentração e a reação.

1-Peça para que as crianças andem pela sala e ocupem todos os espaços.

2-Ao ouvir uma batida do tambor elas devem ficar em estátua e ao ouvir duas batidas devem voltar a andar.

3-Esta atividade pode ser trabalhada através de instrumentos com timbres diferentes, de sons graves e agudos, etc.

 Atividade 2: As irmãs fadas

Faixa etária: 2 anos

Utilize as histórias para ilustrar as obras musicais que serão apreciadas. Nesta atividade utilizamos a peça Fada do Bosque, que faz parte da obra Carnaval dos Animais do compositor Saint Saens. Com esta obra é possível trabalhar muitos conceitos musicais, como: forma musical, timbres, alturas, movimento sonoro, caráter expressivo, expressão corporal, etc.

1-Ouça a música com as crianças e realize o movimento sonoro.

2- Conte a história das irmãs fadas que estavam aprendendo a voar. Pergunte sobre o que se passa com as fadas em determinados movimentos do corpo.

3- Deixe a criança expor sua imaginação.

4-Realize com elas o movimento sonoro da peça.

5-Crie uma paisagem sonora para a história.

6-Pergunte sobre a forma musical, se repete alguma parte, se tem alguma parte muito diferente das outras.

Faça outras histórias com as crianças e deixe que elas criem os movimentos.

A história das irmãs fadas é apenas uma demonstração do que é possível trabalhar. Abusem da criatividade se seus alunos, pois o trabalho de criação é uma maneira eficiente e gostosa de se internalizar e vivenciar um aprendizado.

 

AULA DO DIA  09/04 -    CRISTIANE

 

PROJETO- REGISTRO SONORO

 

Nesta semana, colhemos dados sobre o registro sonoro da casa dos alunos.  Pedimos para que os pais fizessem esse registro junto com a criança.

Percebemos que esse registro não é totalmente válido, porque os pais, por desconhecerem o trabalho, podem ter dado uma ajudinha rsrs.

Mas tudo bem, mesmo com a ajuda dos pais, podemos entender um pouco o ambiente em que a criança vive. Nessa semana, faremos atividades relacionadas com esses sons .

Começaremos no dia 11 e terminaremos  aproximadamente no final  de maio.

O ideal seria, que os  professores  continuassem o projeto até o final do ano. Esse projeto lhe dará a base para um trabalho, permitirá que vocês sintam o doce que é trabalhar com música. Para escolas que estão em parceria conosco nesse curso, peço muita atenção na execução deste projeto sonoro, pois há vivência é apenas de um professor . “A missão desse professor “reprodutor”, será com muita dinâmica, favorecer aos colegas de trabalho, o “ brilho no olhar”, a certeza que o trabalho funciona. Se  o grupo não entender, o trabalho passará a ser individual. Com grandes, médio ou baixos resultados.

 

1ª AULA – Fazer uma pesquisa com as crianças sobre os sons  da casa. Perguntar:

- Como é esse som que você ouviu na sua casa? ( deixar  a criança reproduzir a sua maneira e ir relembrando com elas os sons escritos no relatório).

- Perguntar à criança os sons que mais lhe agrada, o que não e porque. ( ir fazendo uma relação juntando os sons que as crianças gostam e os que não gostam, montaremos duas listas. Anotar porque gostam e não gostam.)

- Depois da lista montada, verificar com as crianças que sons poderiam selecionar, tanto bons como  ruins para montarem uma história. A criança irá recortar de revistas ou jornais figuras dos sons relacionados. Se na história tiver som de vento, procurar uma figura que a criança ache que se pareça com o som do ar. Ela usará a criatividade.

- Montar a história e as crianças farão os sons da forma que ela escolher.

Por exemplo: … e o caminhão passou! ( no quadro ao lado da palavra caminhão, colocar o desenho do caminhão recortado pela criança.

O professor deverá contar a história de forma  expressiva e dependendo do som ,poderá   ajudar  a criança na escolha de “sons que sejam  abstrato para ela”.

Fazer um relatório sobre o trabalho.

 

2ª AULA -  Colar espalhadamente na parede da sala, fotos que represente sons: animais, passarinho, cadeira, apito  trovão etc.

Deixe que as crianças percebam a existência dessas figuras. Se não perceberem, levem a criança a ver. Peça para que ela reproduza os sons de forma livre. Verifique se tem crianças na sala que gostariam de fazer uma história juntando os sons. Permita que a criança crie. O professor poderá dar algumas dicas a princípios para que a criança perceba a brincadeira.

Na rodinha, brincar com sons finos e grossos ( Graves e Agudos ).

Quando o professor propuser a brincadeira, já avisa que vai falar o nome fininho! (e fala fininho, voz de anjo) ou grosso! ( falar bem grosso, como a voz masculina).

A professora fala o nome dela (fino ou grosso, a vontade ) e pergunta  qual a altura do som: grosso ou fino e repete grave ou agudo, até ele relacionar  grave com grosso e agudo com fino.Em seguida perguntar para a turma quem quer  continuar.

Fazer um relatório e averiguar se as atividades precisam continuar sendo trabalhada. Mantenha uma rotina diária até a criança adquirir o conhecimento. Relatório

 

3ª AULA – Pesquisar os sons da escola. O professor fará um passeio com as crianças pela escola, anotando todos os sons existentes. O processo será o mesmo do dia 11/04: montar a história, pedir para que a criança reproduza os sons, mas desta vez reproduzir os sons através das alturas, grave ou agudo ela escolhe e a sala fala qual foi o tipo de som. Esclarecer para a criança que nem todos os sons ouvidos em casa são os mesmos da escola.

Fazer um relatório com os resultados.

 

4ª AULA – Na sala de aula, chamar a atenção sempre que possível, para sons que acontecem nos corredores da escola. O professor pergunta: “Que som é esse no corredor?  E a criança fala que som ela está ouvindo( passos, fala de mulher ou homem e etc). A professora ou ajudante corre na porta e verifica para confirmar o som, como numa brincadeira. Isso acontecerá de vez em quando durante toda a aula.

A professora espalhará figuras de animais, pássaros e etc, nas paredes do pátio e deixe que a criança procure essas figuras livremente, quando elas acharem as figuras, deverão voltar até o professor e reproduzir o som  da figura e dizer se o som é forte ou fraco.

Quando o professor passar a tarefa para a criança deverá emitir um som forte dando ênfase na voz e quando for fraco, mostrar-se cansado, fraco. O professor deverá representar, para que ele sinta e entenda o que o professor quer. Relatório

 

5ª AULA – Criar  um bingo com desenhos de animais e pássaros . O professor reproduzirá figuras grandes em folha de sulfite de todos os animas do bingo e fará um ditado relâmpago com as crianças.

Ex: O professor mostra a figura, e a guarda. A criança reproduzirá o som da figura e a marcará na sua cartela.

Fazer o relatório.

 

6ª AULA -  Passar para as crianças o vídeo de um desenho. Usar apenas uma seqüência desse desenho, de preferência desconhecido das crianças e sem o som.

Perguntar para a criança: o que será que elas estão falando? ( montar a história )

Que sons possuem a história? (voz humana,de animais,cantadas etc) deixar que ela reproduza o som.

Por último repassar a seqüência do vídeo novamente  e pedir para que as crianças sonorize simultaneamente .

Na rodinha, fazer um trabalho com os nomes das crianças novamente, mas eles deverão dizer o tamanho do nome.

Ex: Minha mão vai bater palmas e mostrar como é grande ou pequeno o nome de vocês.

 Dividir a sala em dois  ou três grupos de acordo com o tamanho da sala. Fazer círculos no chão de forma ascendente.

O grupo1 escolhe que nome eles querem estudar o tamanho. Em seguida a professora fala o nome, a cada sílaba uma palma e a cada palma o grupo salta para um círculo. Vai para grupo 2 e repete a atividade. O grupo que  chegar  primeiro no final dos círculos será o vencedor.

Relatar os resultados.

 

7ª AULA – Repetir o trabalho anterior, mas fazer dentro da sala de aula e uma criança levantará da cadeira e dará um passo a cada palma do professor, as outras baterão palmas com o professor. relatório

 

8ª AULA-Como diversificação da atividade o professor substituirá as palmas por sons de instrumentos de sucata e a criança continuará nas palmas. Relatório

 

9ª AULA-  Pedir para que a criança bata palmas a cada sílaba do seu nome. A partir de agora ele deverá estar separando as sílabas sempre usando o corpo ( Palma,pé, passos etc).

 

10ª AULA – Nova tarefa. O professor apresentará uma palavra a escolha e na sílaba forte mudará a batida.

Ex: ba-na-na   pé- palma-pé ( dar ênfase na sílaba forte e pedir para que a criança reproduza para sentir no corpo a sílaba forte ).

Repetir a atividade até que o conhecimento  tenha sido compreendido.

 

Montar o relatório final. Essas aulas poderão ter uma variação de acordo com as necessidades da turma em fixar mais ou menos cada etapa. Conheço a capacidade do professor em criar. Dei o “ fil da meada”, agora espero que vocês as desenrolem.

Turmas com idades  maiores, terão mais facilidade em executar as tarefas, crianças menores precisarão de maior  tempo para fixação.

Vocês deverão entregar o relatório de todos os dias de trabalho. No relatório final, explicar como foi a experiência do trabalho ( para o ptofessor e para a escola ), pontos negativos e positivos, no que facilitou ou não o trabalho em sala de aula para aquisição do conhecimento.

Os relatórios finais, deverão ser entregues no dia 27  de Maio.Esse relatório será padronizado.

 Escolas que se empenharam nesse projeto, parabéns. Mando meu parecer logo consiga terminar a análise do grupo.

Nesse projeto, trabalharemos sons e ritmos, aliados ao trabalho diário do professor. O relatório é muito importante, pois quando trabalhamos com arte, criança e educação, os resultados estão muito ligados à forma que  transmitimos o conhecimento,no sentir e entender de cada um. Desta forma, o aprendizado nem sempre será igual e precisamos analisá-los individualmente para aprendermos com ele.

 

 

 

Oficina e Apreciação Musical

09/04 – Gisely

Atividade1: Mãozinha Bela

Faixa etária: a partir de 2 anos.

Esta atividade tem o objetivo de trabalhar o contato físico entre as crianças, despertando a afetividade e a sensibilidade.

1-Peça para que as crianças fiquem 2 a 2 e que uma delas dê a mãozinha para a outra.

2-Ao ouvir a música Mãozinha bela do CD O Trem Maluco de Hélio Ziskind a criança que estiver segurando a mão imitará com seus dedinhos uma formiguinha, que anda em cima da mão do colega, massageando, subindo pelo cotovelo e depois fazendo carinho no colega.

3-Quando a música recomeçar eles trocam e quem recebeu o carinho será a formiguinha. .

 

 

Atividade 2: Maestro

Faixa etária: 4 anos

Esta atividade trabalha a percepção, a coordenação rítmica, a concentração e a reação.

1-Assentadas em círculo a turma deve escolher uma criança para sair da sala e esperar do lado de fora.

2-As que ficaram irão combinar entre si quem será o maestro.

3-Todas as outras crianças imitarão o maestro, e ele deve comandar o grupo executando ritmos variados.

4-A criança que estava aguardando do lado de fora deve entrar e tentar descobrir quem é o maestro.

 

 

Atividade 3: A múmia

Faixa etária: 2 anos

Através da identificação de sons graves e agudos esta atividade irá trabalhar a coordenação motora, a prontidão e a concentração.

1-Deitados no chão e com a luz apagada as crianças fingirão ser múmias.

2-Ao ouvir o som grave as múmias devem levantar e andar pela sala.

3-Ao ouvir o som agudo elas voltarão para seu sarcófago e dormirão.

4-Intercale sons graves e agudos, buscando reações rápidas das crianças.

 

 Crie situações inusitadas e momentos divertidos. A criatividade é o segredo para uma aula inesquecível.

 

 

 

 

 AULA DO DIA 16/04/2008

O ENSINO DA MÚSICA E A FORMAÇÃO HUMANA

 

           A receptividade à música é um fenômeno corporal. Ao nascer, a criança entra em contato com o universo sonoro que a cerca: sons produzidos pelos seres vivos e pelos objetos. Sua relação com a música é imediata, seja através do acalanto da mãe e do canto de outras pessoas, seja através dos aparelhos sonoros de sua casa.

           Em todas as civilizações costuma-se acalentar os bebês com cantos e movimentos. Quantas vezes vemos uma mãe balançar suavemente seu filhinho, ao som de alguma melodia, para acalmá-lo ou adormecê-lo? Na verdade, antes mesmo de nascer, ainda no útero materno, a criança já toma contato com um dos elementos fundamentais da música – o ritmo -, através das pulsações do coração de sua mãe.

           Antes ainda de começar a falar, podemos ver o bebê cantar, gorjear, experimentando os sons que podem ser produzidos com a boca. Observando uma criança pequena, podemos vê-la cantarolando um versinho, uma melodia, ou emitindo algum som repetitivo e monótono, balançando-se de uma perna para a outra, ou ainda para a frente e para trás, como que reproduzindo o movimento do acalanto. Essa movimentação bilateral desempenha papel importante em todos os meios de expressão que se utilizam do ritmo, seja a música, a linguagem verbal, a dança etc.

As crianças sentem prazer em acompanhar as músicas com movimentos do corpo, tais como palmas, sapateados, danças, volteios de cabeça, mas, inicialmente, é esse movimento bilateral que ela irá realizar. E é a partir dessa relação entre o gesto e o som que a criança – ouvindo, cantando, imitando, dançando – constrói seu conhecimento sobre música, percorrendo o mesmo caminho do homem primitivo na exploração e na descoberta dos sons.

 

Quando a criança entra em contato com os objetos, ela inicia a sua integração com o mundo sonoro, que é o embrião da música, e, nessa medida, qualquer objeto que produz ruído torna-se para ela um instrumento musical capaz de prender sua atenção por muito tempo (BRITO, 2004, p.66).

          

A mesma autora afirma que “a criança não é um artista, nem um ser meramente contemplativo, mas antes de tudo um ser ‘rítmico-mímico’, que usa espontaneamente os gestos ao saber da sensação que eles despertam” (BRITO, 2004, p.67).

Como exemplo da colocação supracitada, pode-se citar a observação de um bebê com uma colher posta à sua disposição antes da sopa: ele a bate na mesa, repetindo o gesto para renovar a sensação provocada. Pode repeti-lo inúmeras vezes e de várias maneiras, diversificando seus efeitos. Esse princípio da repetição e da variação, Pierre Schaeffer (apud ABRAMOVICH, 1985, p.76) considera fundamental na música, da mesma forma que Jean Piaget o considera para o desenvolvimento da criança:

 

[...] o bebê não se contenta mais em apenas reproduzir os movimentos e os gestos que conduziram a um efeito interessante, mas varia-os intencionalmente para estudar os resultados dessas variações, entregando-se a verdadeiras explorações ou “experiências para ver” (PIAGET apud JEANDOT, 1997, p.20).

 

A prática de música, seja pelo aprendizado de um instrumento, seja pela apreciação ativa, potencializa a aprendizagem cognitiva, particularmente no campo do raciocínio lógico, da memória, do espaço e do raciocínio abstrato.

A linguagem musical tem sido apontada como uma das áreas de conhecimentos mais importantes a serem trabalhadas na Educação Infantil, ao lado da linguagem oral e escritas, do movimento, das artes visuais, da matemática e das ciências humanas e naturais. Em países com mais tradição que o Brasil no campo da educação da criança pequena, a música recebe destaque nos currículos, como é o caso do Japão e dos países nórdicos. Nesses países, segundo Smole (1996, p.123)

 

[...] o educador tem, na sua graduação profissional, um espaço considerável dedicado à sua formação musical, inclusive com a prática de um instrumento, além do aprendizado de um grande número de canções. Este é, por sinal, um grande entrave para nós: o espaço destinado à música em grande parte dos currículos de formação de professores é ainda incipiente, quando existe. É preciso investir significativamente na formação estética (e musical, particularmente) de nossos professores, se realmente quisermos obter melhores resultados na educação básica.

 

Sabe-se que a música também contribui para o campo da maturação social da criança. É por meio do repertório musical que nos iniciamos como membros de determinado grupo social. Por exemplo: os acalantos ouvidos por um bebê no Brasil não são os mesmos ouvidos por um bebê nascido na Islândia; da mesma forma, as brincadeiras, as adivinhas, as canções, as parlendas que dizem respeito à nossa realidade nos inserem na nossa cultura.

Além disso, a música também é importante do ponto de vista da maturação individual, isto é, do aprendizado das regras sociais por parte da criança. Quando uma criança brinca de roda, por exemplo, ela tem a oportunidade de vivenciar, de forma lúdica, situações de perda, de escolha, de decepção, de dúvida, de afirmação. Fanny Abramovich, em memorável artigo, afirma:

Ò ciranda–cirandinha, vamos todos cirandar, uma volta, meia volta, volta e meia vamos dar, quem não se lembra de quando era pequenino, de ter dados as mãos pra muitas outras crianças, ter formado uma imensa roda e ter brincado, cantado e dançado por horas? Quem pode esquecer a hora do recreio na escola, do chamado da turma da rua ou do prédio, pra cantarolar a Teresinha de Jesus, aquela que de uma queda foi ao chão e que acudiram três cavalheiros, todos eles com chapéu na mão? E a briga pra saber quem seria o pai, o irmão e o terceiro, aquele pra quem a disputada e amada Teresinha daria, afinal, a sua mão? E aquela emoção gostosa, aquele arrepio que dava em todos, quando no centro da roda, a menina cantava: “sozinha eu não fico, nem hei de ficar, porque quero o [...] (Sérgio? Paulo? Fernando? Alfredo?) para ser meu par”. E aí, apontando o eleito, ele vinha ao meio pra dançar junto com aquela que o havia escolhido [...] Quanta declaração de amor, quanto ciuminho, quanta inveja, passava na cabeça de todos (ABRAMOVICH, 1985, p. 59).

 

Essas cantigas e muitas outras que nos foram transmitidas oralmente, através de inúmeras gerações, são formas inteligentes que a sabedoria humana inventou para prepararmos o indivíduo para a vida adulta. Tratam de temas tão complexos e belos, falam de amor, de disputa, de trabalho, de tristezas e de tudo que a criança enfrentará no futuro, queiram seus pais ou não. São experiências de vida que nem o mais sofisticado brinquedo eletrônico pode proporcionar.

 

  MÚSICA E  APRENDIZAGEM

 

 

            Toda aprendizagem consiste na organização de um comportamento novo ou na reestruturação de um comportamento anterior, mediante a experiência, o que confirma Piaget, biólogo que se dedicou à Psicologia do Desenvolvimento:

 

A aprendizagem é a mobilização dos esquemas mentais do indivíduo, que o leva a participar ativa e efetivamente da ação de adaptar-se ao meio quer pela assimilação, quer pela acomodação. Por outro lado, é através da aprendizagem que o indivíduo exerce uma ação transformadora sobre o meio ambiente. Em outras palavras, a aprendizagem é a assimilação de dados novos aos esquemas mentais anteriores, e a conseqüente reorganização ou reestruturação, tanto dos dados assimilados como também dos esquemas de assimilação anteriores, para se ajustarem aos novos dados.(HAIDT, 2001, p.35)

 

            É preciso lembrar que Piaget usa as palavras assimilação e acomodação no sentido que é usado pela Biologia:

 

Assimilação é a aplicação dos esquemas ou experiências anteriores do indivíduo a uma nova situação, incorporando os novos elementos aos seus esquemas anteriores e Acomodação é a reorganização e modificação dos esquemas assimilatórios anteriores do indivíduo para ajusta-los a cada nova experiência.(HAIDT, 2001,p.33)

 

            Podemos afirmar, portanto, que Aprendizagem é o processo através do qual se adquirem novas formas de comportamento ou se modificam formas anteriores.

            Há três condições básicas para que a aprendizagem se efetue:

 

a)      Nível de maturidade

b)      Motivação

c)      Situação da aprendizagem.

 

1 Nível de maturidade

 

            Quando a criança atinge, em diferentes aspectos, certo estágio de desenvolvimento, podemos dizer que alcançou o nível de maturidade necessário àquela aprendizagem em vista.

Para Piaget, o desenvolvimento mental evolui através de estágios que ocorrem numa ordem seqüencial definida. Embora os estágios do desenvolvimento mental progridam numa seqüência fixa, as crianças podem passar de um estágio para outro em idades diferentes, algumas vezes mais cedo, outras vezes mais tarde. Essas passagens dependem do nível de maturação e do grau das experiências vivenciadas. Portanto, não há uma correspondência regular entre a idade cronológica e o nível de desenvolvimento mental.(HAIDT, 2001, p.36)

 

            A Música é excelente recurso para auxiliar o desenvolvimento da criança, a fim de que seja atingido esse nível de maturidade, indispensável à aprendizagem. Assim, temos que, além de levar ao desenvolvimento geral, auxilia particularmente a coordenação motora, a acuidade auditiva, a memória, a atenção, etc.

 

2 Motivação

 

É uma necessidade interior a ser satisfeita, isto é, a criança só vai aprender, quando sentir vontade de aprender.

Para Haidt, “a autêntica aprendizagem ocorre quando o aluno está interessado e se mostra empenhado em aprender, isto é, quando está motivado”.(1996, p.75)

A Música atende às mais variadas necessidades da criança (necessidade de aceitação do grupo; de segurança e satisfação; de dar e receber afeto; de auto-expressão e de criatividade); logo ela é, por si só, elemento altamente incentivador.

 

3 Situação de aprendizagem

 

Trata-se do conjunto de fatores físicos e sociais que condicionam o processo da aprendizagem de maneira positiva ou negativa.

Através da Música, podemos criar um ambiente favorável para o que se deseja ensinar, uma vez que ela é sempre agradável às crianças, desde que observados certos princípios em relação à música a ser dada, como o da qualidade e a técnica de ensino usada.

A aprendizagem efetua-se de forma global. Há, porém, de acordo com o caso, a predominância de determinado aspecto: motor, apreciativo ou crítico e conceitual.

 

3.1 Aprendizagem motora

 

            É aquela em que predomina o aspecto “movimento”.

            O próprio ato de cantar envolve uma série de movimentos ritmados que vão em auxílio da aprendizagem motora. Além desse atendimento de ordem geral, há músicas que apresentam situações específicas para o desenvolvimento motor (sem falar na Banda Rítmica e os Brinquedos Cantados): as que se fazem acompanhar de palmas, de gestos ritmados ou de mímicas.

            Alguns exemplos: “Palminhas”, “Pirulito”, “Mestre André”, “A janelinha”, etc.

 

3.2 Aprendizagem apreciativa ou crítica

 

            É aquela que envolve o aspecto “apreciação”, uma vez que consiste em aprender a gostar ou não de alguma coisa, como também emitir opinião.

            Sabendo-se que toda criança, de modo geral, gosta de cantar, a utilização da Música, como auxiliar da aprendizagem, vai criar uma disposição favorável para a apreciação do assunto a ser abordado.

            Exemplos: “Indiozinhos”, “Vitaminas”, Músicas populares em geral, etc.

 

3.3 Aprendizagem conceitual

 

            É aquela em que há aquisição de conhecimentos, idéias ou informações que possibilitam a formação de conceitos, ou seja, aquela em que predomina o aspecto “intelectual”.

            A música irá auxiliar o desenvolvimento intelectual através dos textos das canções, razão por que é indispensável um cuidado especial na escolha das músicas a empregar.

            Exemplos: ” Hino Nacional Brasileiro” e demais Hinos do Brasil, “Cara Quadrada” , etc.

         Todas as músicas citadas acima podem ser trabalhadas em atividades interdisciplinares.

            É importante lembrar, que a variedade musical no Brasil é muito grande, portanto cabe ao professor usar de criatividade para auxiliar a criança na reelaboração do pensamento, para que ela possa expressar suas emoções, suas opiniões e suas idéias

 

 

 GALERA ESSE É O SITE QUE FALEI PARA VOCÊS NA AULA.tEM MUITO cds LEGAIS. 

Clique aqui: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=39067069&tid=2560593136066759074&start=1

 NOVIDADES GALERINHA!  NESTE  ENDEREÇO  TEM MUITAS MÚSICAS PARA O DIA DAS MÃES http://www.4shared.com/dir/5516090/d72159b2/Dia_das_Maes_-_by_HILARY.html É SÓ CLICAR .

 

 

Oficina e Apreciação Musical

23/04 – Gisely

Atividade1: Maria Fumaça

Faixa etária: a partir de 2 anos.

Com esta atividade é possível trabalhar a percepção, andamentos, música em conjunto, forma musical, prontidão, expressão corporal, senso rítmico, etc..

1-Mostre a foto de uma Maria Fumaça e faça uma sondagem sobre o que as crianças conhecem sobre ela. Acrescente fatos interessantes, mostrando um pouco das cidades históricas, contando sobre o que os trens carregavam, onde ainda existe uma Maria Fumaça funcionando, etc.

2-Divida a turma em grupos.

3-Forme uma Maria Fumaça com um grupo e peça para que um dos outros crie o som para a Maria Fumaça. Os alunos que estão formando a Maria Fumaça devem se locomover de acordo com o som criado pelo grupo. Quando o som for rápido as crianças devem andar rápido quando for lento devem andar devagar.

4- Os grupos vão se revezando, o grupo que era a Maria Fumaça será o criador da trilha sonora, e assim até todos terem realizado a trilha sonora e terem sido a Maria Fumaça.

5- É interessante cada grupo construir uma história na hora que estiver criando sua música, pois isso ajuda as crianças a visualizarem a intenção sonora.

 

O tema Maria Fumaça é muito abrangente. A cada semana apresentarei uma atividade diferente com este tema.

 

 

 

Atividade 2: Biscoitinho Queimado

Faixa etária: 4 anos

Esta atividade trabalha a percepção, dinâmica (forte, piano), andamento (rápido, lento), coordenação rítmica, a concentração e a reação.

1-Assentadas em círculo a turma deve escolher uma criança para sair da sala e esperar do lado de fora.

2-As que ficaram irão combinar entre si e escolher uma para esconder um chocalho ou qualquer outro objeto.

3-A criança que está aguardando deve voltar e tentar achar o objeto que foi escondido. Na sua busca ela será guiada pelos sons que os colegas realizarão.

4- Se a criança estiver muito longe do objeto escondido os colegas devem fazer um som lento e fraco, quanto mais perto a criança for chegando do objeto mais forte e rápido deve ser o som.

 

 

Oficina e Apreciação Musical

30/04 – Gisely

Atividade1: Toda Cor

Faixa etária: a partir de 3 anos.

 

Toda palavra é pouca pra explicar todo o amor que é pouco pra encher todo tempo que é pouco pra curtir toca beleza de ser mãe. Essas palavras foram escritas pela educadora musical Cecília Cavalieri França para definir sua música Toda Cor que pertence ao seu CD que possui o mesmo nome da canção.

 

1-Use a imaginação para colocar as crianças cantando, é interessante dividir a turma em três grupos.  Cada grupo canta uma estrofe e todos juntos cantam o refrão.

 

2-Utilize lâmpadas coloridas para das às entradas e iluminar o cenário. Uma cor para cada grupo.

 

3-Se as crianças forem muito pequenas e tiverem dificuldade para cantar recite os versos usando o play-back de fundo.

 

 

Toda Cor

Cecília Cavalieri França

 

 

Toda cor é pouca pra pintar

Todo sonho é tanto pressentir

Todo amor é pouco

Todo amor é pouco

Todo amor

 

Todo tempo é pouco esperar

Todo nome é tanto decidir

Todo amor é pouco

Todo amor é pouco

Todo amor

 

Toda história é pouca pra contar

Todo colo é tanto resistir

Todo amor é pouco

Todo amor é pouco

Todo amor

 

Toda dor

Toda flor

Toda cor

 

 

 

Atividade 2: Mãe

Através de um poema é possível criar inúmeras atividades musicais.

 

1-A combinação deste poema maravilhoso do escritor Mário Quintana com a delicadeza e profundidade da peça Mignon do compositor R. Schumann é capaz de sensibilizar e emocionar… Divida as frases do poema entre as crianças e coloque a trilha sonora para conduzir o andamento do poema. A música promove o despertar dos sentimentos, isso ajudará as crianças a recitarem o poema com mais envolvimento e emoção.

 

2-Criar a trilha sonora para o poema é uma outra possibilidade rica e prazerosa. Divida a turma em grupos, utilizando instrumentos de percussão crie uma atmosfera lúdica e condizente com as partes do poema. Pau-de-chuva, chocalho, carrilhão, e muitos outros instrumentos ajudam a criar esta atmosfera. Utilize dinâmica e andamentos variados. Os trabalhos de criação proporcionam as crianças uma vivência muito abrangente, pois eles se fundamentam no conhecimento musical de cada aluno.

 

 

Mãe

 

Mãe… São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras…
E nelas cabe o infinito.
Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disse
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer…
Palavra tão pequenina,
Bem sabe os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!
 

 

 

 


Mário Quintana

 

 

AULA DO DIA 30/04/2008   CRISTIANE

 A MÚSICA COMO MEDIADORA  NO TRABALHO INCLUSIVO

 

Segundo Maria Teresa Eglér Mantoan, pedagoga, a inclusão é o privilégio de conviver com as diferenças, e que na escola inclusiva professores e alunos aprendem uma lição que a vida dificilmente ensina: respeitar as diferenças. A seu ver, esse seria o primeiro passo para construir uma sociedade mais justa.

Acreditamos numa educação inclusiva que acolha a  todos sem exceção e juntos possamos ter o privilégio de compartilhar com pessoas diferentes de nós. A inclusão desta forma seria estar e interagir com o outro.

Vivemos num mundo em transição, onde devemos rever conceitos e pensar num novo modelo pedagógico. Numa época de interesses inclusivos, precisamos garantir um significado à educação e ao conhecimento. Devemos estar cientes que a escola precisa favorecer a Inclusão, trabalhando as diferenças individuais, a socialização, currículo adequado e etc., para que tenha o cuidado de não se fazer à exclusão ao invés da inclusão.

Birkenshaw – Fleming (1.993) , afirma que é perfeitamente possível usar a Música como mediadora no trabalho inclusivo, principalmente se o professor considerar as reais possibilidades de seus alunos e planejar atividades adequadas aos limites, interesses e motivações. Ressalta que a capacidade do professor, aliada à flexibilidade do procedimento, são fatores fundamentais que permitem chegar a bons resultados, no uso da música em situações  inclusivas. Um sensibilizador musical bem preparado, tendo em mãos uma programação de ensino variado e flexível, que permita adaptações e modificações nos procedimentos planejados, é capaz de adequar os critérios de avaliação em função das características de seus alunos e adaptar o procedimento ideal para o desenvolvimento de cada tópico da aula.

A  Sensibilização Musical na escola , permite que professores e alunos se adaptem a rotina diária da escola e  demonstra, através do lúdico musical, da forma de  sentir ,  agir e interagir ,  que cada um possui dificuldades  mesmo sem  possuírem  uma deficiência .Através da música conseguimos aproximarmos das pessoas ,olho no olho, pele com pele, só assim poderemos entender o pensamento e sentimento dos outros.

Posso aqui enumerar diversos  benefícios  da música:

- Estimula a interação social

- Propicia o relacionamento social e o trabalho no grupo.

- Ajuda  o aluno a sair de um possível isolamento.

- Colabora  no desenvolvimento do tônus muscular e da coordenação psico-motora;

- O desenvolvimento da linguagem pode ser estimulado por meio de atividades musicais tais como parlendas, trava línguas e pequenas canções;

- da mesma forma, pequenas canções e exercícios de acuidade rítmica e melódica, podem desenvolver as capacidades auditivas, intelectuais e o desenvolvimento da memória;

Através de uma Sensibilização Musical bem estruturada, com objetivos bem definidos é possível promover os desenvolvimentos físicos, intelectuais e afetivos da criança com NEE.

 

“Nós não devemos deixar que as incapacidades das pessoas nos impossibilitem de reconhecer as suas habilidades. As características mais importantes das crianças e jovens com deficiência são as suas habilidades”. (Hallahan e kauffman, 1994,p.10)

Alvin (1966), afirma que a música pode apresentar para as crianças com NEE um mundo não ameaçador com o qual ela pode  comunicar, identificar e se integrarEla amplia na criança os limites físicos ou mentais que possui e desperta a consciência perceptiva, o desenvolvimento da discriminação auditiva e do controle motor. Além disso, as atividades musicais podem favorecer a integração social e emocional da criança, influindo positivamente sobre sua atitude com relação aos jogos, trabalhos, a si mesmo e ao meio em que vive.

A repetição criativa de vários conceitos conduz à aprendizagem sem medo e inibições e conseqüentemente desenvolve a auto-estima da criança.

Devemos estar atentos para o fato de que a música tem exercido um papel importante em processos educativos, profiláticos e terapêuticos, sendo fundamental no processo de desenvolvimento da criança com necessidades especiais ou não.

Se todos nascem potencialmente inteligentes, a musicalidade é inerente a todo ser humano. No entanto, apenas uma porcentagem da população  as desenvolvem. Grandes nomes considerados gênios da música iniciaram seus estudos na infância, Mozart, Beethoven, Bach , Carlos Gomes e Villa Lobos, entre outros iniciaram seus estudos tendo como mestres os seus respectivos pais.

Embora o incentivo ambiental familiar e a iniciação na infância sejam positivos, não são essenciais na formação musical. Outros fatores podem ser estímulos favoráveis ao desenvolvimento da inteligência musical: a escola, os amigos, os meios de comunicação.

São poucos os profissionais que se dedicam a essa prática, muitas vezes pelo pouco conhecimento, pois é escasso o material de pesquisa, não toca um instrumento e não sabe por onde começar. Os pesquisadores da área procuram desfazer o mito de que é difícil ensinar música para crianças sem ser músico. “Não é complicado, só trabalhoso. Não se espera que o sensibilizador de música seja um músico, assim como não se imagina que o alfabetizador seja um grande escritor”, enfatiza Maria Lúcia Suzigan, pedagoga musical. Para aprender coisas novas é necessário enfrentar a barreira do medo e quebrar os paradigmas. É preciso investir na formação de sensibilizadores musicais, interessados em projetos especiais de forma que a música seja de livre acesso.  Ocupar esse espaço na organização social das comunidades é um chamamento imperativo que precisa ser entendido, nem que seja para descobrir que todos nós somos especiais e que a música é extremamente prazerosa para qualquer indivíduo.

                                                          ( Cristiane Fernandes, 2008 ).

 

BIBLIOGRAFIA

 

SUZIGAN, Geraldo de Oliveira. Educação Musical: um fator preponderante na construção do ser.  São Paulo: CLR Balieiro, 1986.  

ALVIN, J. Musica para el niño disminuído. Buenos Aires, Ricordi Editora, 1966.

BIRKENSHAW-FLEMING, L. Music for all: teaching music to people with special needs. Toronto, Canadá. Gordon Thompsom Music, 1993.

JEANDOT, N. Explorando o universo da música. São Paulo, Editora Scipione Ltda, 1990.
 
 

 

 

 

 

 

 

 

CURIOSIDADES SOBRE A MÚSICA INCLUSIVA.

 

 

 

 

A Música como linguagem sonora verbal e não verbal utiliza os códigos lingüísticos do ritmo, do som, da letra e da melodia – estruturada ou não, harmônica ou dissonante – respeitando as singularidades e diferenças de cada um. Ela  ajuda a pessoa a manter contato com a realidade e o sentido da totalidade, não somente com aspectos abstratos do pensamento, mas em múltiplas formas que demonstram uma transformação e entendimento de novas criações musicais, podendo chegar à palavra e à verbalização. Os educadores afirmam que a Música proporciona um desenvolvimento pleno do ser humano. Ela amplia o campo de conhecimento possibilitando a intercomunicação e a convivência na diversidade, por meio das diferentes sonoridades, mobilizando o corpo, sentimentos, afetividade, imaginação e expressividade. Ressaltamos ainda que em cada um de nós existe  um ritmo, marcação silenciosa de formas, ondas e ressonâncias individuais, que nos conectam com as demais coisas do universo.  O ritmo antecede a melodia, por essa razão a música começou com  palmas, percussão, muito antes do homem aprender a falar. Quando o ritmo, a melodia e a harmonia se integram e interagem, alcançam o ser humano em sua totalidade. Um dos elementos que compõe a Música é o ritmo. Ele é elemento pré musical por ser organizador e impulsor de equilíbrio, pode servir de recurso de aproximação. O ritmo também envolve a medida e a igualdade entre os intervalos do tempo. Assim, alguns problemas de aprendizagem, principalmente a leitura e a escrita estão ligados aos ritmos simples e constantes.

O aluno com dificuldades de aprendizagem necessita, muitas vezes, de uma reorganização do padrão rítmico. Esse ritmo interno, inerente, é representado pelos batimentos cardíacos, ao ritmo respiratório e pulsação, entre outros.

Nesse sentido, destacamos os alunos que têm deficiência mental, em que a música exerce papel importante enquanto estratégia de alfabetização, possibilitando improvisações e composições espontâneas, permitindo aos alunos constituírem seus próprios textos e letras musicais. Permite, ainda, que a pessoa identifique seus sentimentos, suas crenças e valores nas letras musicais.

A música está presente em todas as pessoas e em todos os grupos sociais e é parte ativa da cultura de todos os povos – está incorporada ao inconsciente coletivo de todas as pessoas. Outro exemplo refere-se a musicografia braille, código esse que possui dez sinais fundamentais que constituem a base das combinações possíveis, abrangendo todo o alfabeto, os algarismos e os sinais especiais. Tal simplicidade permite que esse sistema braille seja aplicado em diversas áreas do conhecimento.

A musicografia braille é um sistema que facilita o processo de aprendizagem da leitura e da escrita da música para os cegos. Acrescentamos, ainda, que o mundo não verbal possui infinitos parâmetros se citarmos o timbre, a intensidade, a densidade e o volume, que variam conforme a mensagem que nos chega por diferentes sistemas de percepção. Concluímos, portanto, que proporcionar às pessoas acesso à Música e a todo esse jogo de combinações, praticamente infinito, significa uma valiosa oportunidade de inclusão com critério e ética.

 

 

 

 

 

ATIVIDADES MODELO PARA SALA DE AULA

 

Objetivos destas atividades:

  • Preparar a criança, física e mentalmente para o trabalho musical.
  • Relaxar-se e concentrar-se antes do início das atividades
  • Criar sintonia do grupo
  • Propiciar a imersão musical sensibilizatória
  • Conscientizá-los  sobre seu corpo.
  • Sensibilizar a criança  à escuta musical através do relaxamento e da concentração na audição.
  • Contato interhumano
  • Favorecer o ritmo e a escuta musical
  • Trabalhar a atenção.

 

 

1) Situar-se no tempo/espaço

 

 De pé, no círculo, pés paralelos,  pouco afastado. Sentir o eixo da coluna vertebral.

 

“ – Imagine que são  flores ao vento, a brisa leve surge e balança suavemente as flores, em todas as direções: para frente, para trás, para os lados, nas diagonais, em todos os sentidos… vamos testar nosso equilíbrio…”

 

Sugestão de músicas: qualquer  CD de música clássica ou de relaxamento.

 

 

2)Respiração/ movimento corporal/imaginário

 

De pé, as crianças organizam o círculo:

“ – Ao centro da roda existem uma nuvem bem fofa e muito branquinha, vamos fazer vento para empurrá-la? “…”

 

As  crianças inspiram pelo nariz e pela boca e soltam o ar para o centro da roda, emitindo  o som da letra “f” . Os braços acompanham a direção da expiração, num movimento de empurrar a nuvenzinha. Repetir o exercício algumas vezes.

Sugestões de músicas:

 R.Schumann-cenas infantis Op.15-Pleading Chid (faixa 1)

 R.Schumann-cenas infantis Op 15- Of foreign lands and people (faixa 2 ) ou  qualquer CD de relaxamento.

 

4) Integração no grupo/ imaginação/ pantomima/atenção/Tônus/equilíbrio.

 

A atividade consiste em criar uma ilusão de manipulação de objetos, sem estar com eles em mãos.

Adaptações: é importante prestar atenção no trabalho de mímica com crianças com deficiência auditiva. Normalmente esse é um perfil de aluno muito expressivo, que já se comunica normalmente por meio de gestos, o que é bom.Porém, muitas vezes, eles levam para a mímica os “ sinais” da linguagem a que estão habituados, criando uma mensagem inteligível apenas para quem conhece a linguagem de sinais. É preciso fazer uma “ limpeza” de movimentos para que fique em cena apenas a mímica.

 

Sugestões de Músicas: CD de música Clássica ou de relaxamento.

 

5) Consciência corporal/pulsação/coordenação motora/noção de tempo/sequênciação/associação imediata (figura/movimento)/atenção/esquema corporal/tônus/equilíbrio

 

A atividade consiste em “ler” uma seqüência de figuras ( desenhos dos pés/mão/cabeça) e transformar a leitura em movimentos específicos:batidas de pé no chão (figura do pé); palmas (figura da mão) e mão na cabeça ( figura da cabeça )

Descrição:  Pendurar ou colocar no chão figuras numa seqüência:

 

Mão, mão, pé, pé, cabeça. Executando sempre seguindo um tempo determinado pelo professor. Havendo o acerto ir aumentando a dificuldade.

Adaptações: Apesar de aparentemente muito simples, nem sempre é de fácil execução, principalmente se no grupo tiver crianças com deficiências: mental, auditiva ou algum problema neurológico.

* Deficiência mental – a dificuldade está em decodificar a figura e transformá-la em uma ação ou movimento, além da dificuldade em se manter o tempo ( pulso). Para crianças com dificuldades em associação (figuras:mão, com a ação: palmas por exemplo), pedir para que o aluno traga luvas de casa (dele). Assim, o professor coloca as luvas no aluno e pede para que ele bata palmas com elas. Depois tira as luvas e as coloca no chão, sempre estimulando a lembrança para as palmas que o aluno acabou de bater. Então ele explica para o aluno, que caso veja as luvas, ele baterá palmas. Fazer a mesma coisa com sapatos para associar com a figura pé e uma touca ou boné para a figura da cabeça. Fazer isso durante várias aulas.Lembramos que as luvas,boné e sapatos deverão ser sempre os mesmos. Quando a associação estiver fixada, o professor deverá fazer as representações com as figuras, que é algo mais abstrato.

* Deficiência neurológica ( por exemplo apraxia ) -  sua dificuldade está em ver a figura, decodificá-la para uma ação e executá-la. Pode haver uma confusão neurológica. É como se não desse tempo para o cérebro pensar o que fazer entre uma figura e outra. Isso é comum, mas com calma, sempre começando com uma seqüência pequena e padronizada, numa pulsação lenta que vai ficando mais difícil aos poucos, para que a pessoa consiga fazer.

* Deficiência auditiva – A dificuldade não é em compreender ou decodificar a figura em ação, mas sim manter a pulsação. O professor deverá  fazer o pulso num tambor com som bem grave ,para que sinta as a percepção das vibrações ou o professor ir mostrando as figuras dentro de um pulso para que o aluno veja. Se colocarmos a criança com deficiência auditiva para apontar as figuras notaremos que não possui um pulso firme, ou ele acelera ou vai lento demais, assim, o próprio aluno sentirá a necessidade de manter um padrão para que os outros alunos possam seguir. O ideal é que a atividade seja feita em pé, mas se o aluno não tiver equilíbrio ou não possui as pernas ele poderá ser executado sentado com todo o grupo.

 

6) Escuta e interiorização musical/Atenção/ concentração/imaginação

 

História da estrelinha – …..” Era uma vez um garotinho que adorava a noite porque o céu ficava cheio de estrelinhas brilhantes que cintilavam assim…. ( produzir o som do cintilar). O que ele mais queria era poder pegar uma delas e guardá-la dentro  de uma caixinha para poder ver sua luz também durante o dia. Mas… o céu era muito alto, muito longe… e o menino não tinha uma nave espacial que o levasse… Por isso, um dia estava triste à janela e disse à sua mãe:- Mamãe, estou triste, não posso pegar uma estrela do céu e guarda-la nesta caixinha para ver sua luz também durante o dia… A mãe então respondeu: – Filho, você não pode pegar uma estrela do céu, mas pode ouvir sua voz se ficar bem quietinho, fechar os olhos e prestar bastante atenção, ouça… ( a música precisa ser suavemente colocada ).

A história precisa ser narrada com muita expressividade. No momento de ouvir, solicita às crianças que se deitem  relaxadamente, de olhos fechados, para ouvir “ a voz da estrelinha”. A música deve estar no ponto exato, ser colocada e retirada com toda suavidade para que não se rompa o aspecto ritualístico da atividade. O momento de escuta pode existir em todas as aulas.

A cada semana ou mês a duração da música poderá ser ampliada de acordo com o desenvolvimento da capacidade de escuta da criança.

 

Músicas sugeridas: Qualquer CD de música clássica, de relaxamento ou uma outra, de interesse do professor. O importante é entendermos, que devemos deixar para a mídia, o que é da mídia e promover a música de qualidade, além do resgate de músicas folclóricas, regionais etc.

 

Sites relacionados: www. Ennyparejo.com.br

                               www.musicaeinclusao.com.br 

 

Oficina e Apreciação Musical

07/05 – Gisely

 

Atividade1: As Flechas Mágicas.

 

Esta atividade trabalha a concentração, a reação, a prontidão e a improvisação.

Faixa etária: a partir de 4 anos.

 

1-Forme um grande circulo com as crianças.

 

2-Conte a história sobre a tribo de índios que conseguia atirar as flechas mais rápidas do mundo, elas eram tão rápidas que se tornaram invisíveis, eram as flechas mágicas… Os índios brincavam de atirá-las um para o outro, pois elas traziam sabedoria. É interessante dizer que esta tribo possuía um segredo: para a flecha conseguir ser mágica o índio tinha que olhar nos olhos do seu colega antes de atirá-la.

 

3-Para conseguir atirar a flecha mágica às crianças vão imaginar que fazem parte desta tribo. Uma delas vai atirar sua flecha mágica para um colega e este imediatamente a enviará para outro colega.

 

4-Ao atirar a flecha à criança tem que emitir um som (a escolha da classe), podendo fazer uma rodada com sons agudos, outra com sons graves, criar sons diferentes, o mais importante é usar a imaginação.

 

 

 

 

Atividade 2: À procura dos sons

 

Com esta atividade a criança vai pôr em prática todo o conteúdo absorvido sobre sons graves e agudos, exercitar a imaginação e organizar seus conceitos.

Faixa etária: a partir dos 4 anos

 

1-Coloque uma seqüência de sons para as crianças ouvirem, (ex: som grave, som agudo e novamente um som grave). È importante que estes sons façam parte da realidade das crianças, para que elas possam distingui-los com facilidade. O som dos animais é uma ótima opção para iniciar esta atividade, à medida que as crianças forem compreendendo como funciona este trabalho vocês podem ir inserindo sons mais complexos e seqüências maiores.

 

2-Distribua revistas e peças para que as crianças recortem figuras que poderiam emitir estes sons.

 

3-Cole as figuras com as crianças, lembrando que estas devem ficar em ordem, o som grave primeiro, o agudo depois e por último o grave.

 Com certeza as crianças encontrarão dificuldade em colar as figuras na seqüência, para ajudá-las usem o cinema, passando um personagem de cada vez. Este recurso aprendi com a educadora musical Cecília Cavalieri França e realmente ajuda as crianças a entenderem a ordem das figuras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Categorias

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.